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Preto Velho (Carmencita)

por Lucas Batalha em Artigos

Ecoa lá longe… Os cantos que fizeram minha alma acordar…
Cantos de alegria diante das dores;
Cantos perfumados de alecrim e mirra…
Cantos de esperanças banhadas de riachos doces…
Um salpicar de pirilampos pelas matas virgens, carregadas de pretos velhos em busca de paz…!!
Salve meus Pretos Velhos!!


Minha reverência a tantas almas queridas que descortinaram milhares de horizontes perdidos de uma humanidade insana…
Minha alma é só gratidão às mamães negras que me acolheram em seus colos perfumados de alfazema; que me embalaram com suas risadas encharcadas de luz; entenderam-me quando minhas dores extravasaram do peito… !!! Ah mãezinhas, quanto luz doastes a esta alma perdida…!!
Mãezinhas sim. Porque neste solo presente, tive muitas mães negras, além daquela que me gerou no ventre e que também é amada por mim. As mães negras não me geraram em seus ventres, mas, em seus colos de amor e compreensão…!


Salve todos vocês, meus Pretos Velhos!!
Já dancei em seus quintais;
Já abracei teus corpos suados e marcados de dores;
Já balancei em tuas redes perfumadas de brisa matutina…!!
O tempo levou muitas dores, mas as cicatrizes ficaram na alma daqueles que só conheciam a simplicidade e doçura. Que queriam fazer parte de um todo e, até hoje trabalham em prol de igualdade, quando isso não seria necessário, caso a Humanidade soubesse enxergar a grandeza da Criação…!!
Quem abraçou um preto velho jamais esquecerá o perfume que tem sua pele de ébano..!!


Salve meus Pretos Velhos!!

Texto escrito por: Carmem Batalha
Pagina do facebook: Carmencita
instagram: @batalhafernandes

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